Como eu me sinto agora? É isso? Bem, eu me sinto exatamente do jeito que eu sempre quis me sentir. Digamos que de um jeito muito mais leve, mais livre, mais meu, somente meu. De um jeito despreocupado, sem me importar muito com os outros, com o que eles irão pensar, ou com que olhos irão me olhar, quais conclusões irão tirar dos meus atos, das minhas palavras, das minhas companhias, dos lugares que freqüento. Enfim, eu to fazendo exatamente tudo que me dá vontade de fazer, e não paro muito pra pensar se tá certo ou errado, eu to fazendo por que to disposta a tudo, até mesmo enfrentar cada conseqüência que possa aparecer, por que eu decidi e prometi pra mim mesma que ia viver a minha vida independentemente de qualquer coisa, por que eu olhei pra trás e vi o que sofri, o quanto eu chorei e quanto tempo eu perdi, e to correndo atrás do prejuízo por que é o certo a se fazer. Me perguntam se eu não me canso de ficar saindo tanto, de beber tanto, de dançar tanto, e eu respondo sempre a mesma coisa, respondo que não, por que a felicidade é rápida demais, e pra acompanhá-la, temos que correr, temos que manter a velocidade perto ou igual a dela, sem parar, sem olhar pra trás e sem se deixar distrair, que num descuido, você diminui sua velocidade, e ela voa, vai embora, e aí tudo acaba de repente pra você, e essa mudança pode não ser muito legal, entende? É por isso que é nessa vida em alta velocidade que eu to bem, que eu to me sentindo mais feliz!
Ingrid Braga
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