sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ele se sentiu mal, e pediu que o levasse ao médico depressa. O médico não diagnosticou nada fisicamente e falou que o problema poderia ser psicológico e o indicou ao melhor psicólogo que conhecia. No dia seguinte ele teve a primeira sessão, e durante dois dias na semana ele ia ao psicólogo. Na segunda semana, durante da quarta sessão, foi diagnosticado o seu problema. Era uma saudade que nem ele sabia que existia e que era tão forte.
Saudade de que? Saudade de uma mulher que foi amiga, irmã, namorada, mãe, guia, professora, orientadora, conselheira, paciente, que enfim, foi pra ele exatamente tudo que ele e todos os homens precisam. Muitos não merecem, mas precisam!
E onde está essa mulher? Ah, ela está onde ele quiser que ela esteja só pra dizer na cara dele que cada palavra hostil que ele falou teve efeito de tiros, e que a cada  atitude imatura magoava os tiros, que cada tentativa de fazê-la de idiota a fez crescer, que sofrendo assim como ele está, é só por que tá pagando por tudo isso que fez com ela, e que ela agora tá bem e que ele agora agüente. Afinal, ela está viva, não é?

Ingrid Braga

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